3 de junho de 2015

1

Por que vivemos tão ansiosos





Como disse Dalai Lama:
“O que mais me surpreende é o homem, pois perde a saúde para juntar dinheiro, depois perde o dinheiro para recuperar a saúde. Vive pensando ansiosamente no futuro, de tal forma que acaba por não viver nem o presente, nem o futuro. Vive como se nunca fosse morrer e morre como se nunca tivesse vivido.”
Por que vivemos tão ansiosos?
Em maior ou menor grau, todos sentimos o que chamamos de “ansiedade” a maior  parte do tempo. Os momentos verdadeiros de relaxamento e paz interior autênticos são raros. A dificuldade em viver no presente é um dos maiores contribuidores da ansiedade.
Vamos entender  um pouco sobre essa dificuldade e como ela se apresenta.
A pressa é uma das manifestações do não conseguir viver no presente. Desenvolvemos o hábito de viver apressados. E o que é a pressa? É a vontade de estar no momento seguinte enquanto tu ainda estás aqui e agora.
Tu acordas, mal te espreguiças e a cabeça já vai a mil por hora pensando que tens que ir escovar os dentes e tomar banho. Não dá nem para disfrutar da espreguiçada.
E as restantes atividades do dia são feitas da mesma forma… sem concentração nelas, a pensar na que terá a seguir. Por exemplo: o banho, que poderia ser uma atividade prazerosa, é realizado de forma rápida e mecânica; come sua primeira refeição pensando que logo tens que ir para o trabalho; no trânsito o  teu corpo está no carro, mas a mente já está lá adiante, a pensar nas tarefas por realizar em seu trabalho; mesmo no elevador, aperta o botão mais de uma vez para logo ir para cima; no computador, responde ao primeiro e-mail a pensar nos outros tantos por responder; mais tarde, queres que o dia acabe para voltar para casa; voltando para casa, é o trânsito que o inquieta novamente; em casa, onde poderias relaxar, preocupa-se com o jantar, com arrumar algumas coisas fora do lugar, em fazer algum trabalho pendente, em dar atenção à família… E, no dia seguinte, começa tudo outra vez!
Observa com atenção o mecanismo da mente de querer sempre estar no momento seguinte, gerando pressa, ansiedade, inquietação interior, aceleração do coração, causando um sofrimento. Todo esse stresse altera a fisiologia. O corpo produz essa aceleração e a química do cérebro e os hormônios são afetados.
Mas seria possível agir diferente tendo mil atividades pra fazer? Sim, claro. A mente está viciada em sair do presente momento e ir para o momento seguinte. Acontece de forma automática, inconsciente. A maioria é assim, é verdade. Mas existem pessoas mais presentes, mais calmas, mesmo diante de um volume grande de afazeres.
Tomar consciência deste mecanismo é o primeiro passo para começar a viver o agora, o que certamente irá diminuir a ansiedade.
Quando tudo isto parece normal e nem nos damos conta da loucura que é viver desta forma, estamos no piloto automático sem possibilidades de quebrar o padrão. Mas, agora que temos consciência, é possível fazer um exercício para nos voltarmos para o presente.
Todas as vezes que tua mente começar a viajar para próxima atividade e tu perceberes, volta sua atenção para a atividade atual. Toda vez que o teu corpo ficar tenso no trânsito com o engarrafamento, relaxa os músculos, respira, e volta sua atenção para o momento presente. Tu estás dentro do carro, naquele momento, e tu escolhes aceitar essa condição totalmente.
A mente fugirá mil vezes. Pacientemente, cada vez que percebermos, voltamos a atenção para o presente. Com o passar do tempo, a mente vai mudando o padrão. Ao invés de viver no futuro e prestar pouca atenção ao presente, ela começa a viver o presente e fazer visitas rápidas ao futuro. Assim a ansiedade diminui. As ações passam a ficar mais eficientes, pois estamos a executar cada tarefa com mais atenção.
Outra forma de sair do presente é quando começamos a pensar de forma preocupada em problemas que temos para resolver. É totalmente inútil, traz apenas sofrimento. O pior é quando acontece na hora de dormir, ou a meio da noite quando não deveríamos fazer nada além de descansar.
Remoer uma discussão também é mais outra forma de sair do presente. Dessa vez a mente vai para o passado e relembra o que houve. Começam a surgir pensamentos e comentários do quanto o outro foi injusto e que deveríamos ter dito isso e aquilo. Nem é preciso comentar o quanto é inútil é tudo isto. Mesmo sendo um padrão comum na maior parte das pessoas, devemos reconhecer este mecanismo como uma espécie de doença coletiva.  Uma doença que tem cura, felizmente.
Depende de nós e da forma como gerimos as nossas energias, assim concentremo-nos no agora, o que conta na nossa vida é o momento atual e vale a pena viver cada um deles.

Fonte: Inspirado no Livro o “Poder do Agora” de ECKHART TOLLE

Um comentário:

  1. Oi,bem lembrado,tudo o que você escreveu,precisamos muito,viver o presente,tentar ao máximo não estarmos ansiosos com o que vira amanhã ,e viver o presente como um lindo presente de Deus para nos!Um forte abraço!

    ResponderExcluir

Seja muito bem vindo(a)!

♥ Conte para mim o que você achou da postagem e do meu blog. Dê também seus palpites, sugestões e ideias.